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12.10.2017 - Economia
5 passos para o Urbanismo sustentável em sua cidade

Você se lembra de como era pensar sobre uma grande cidade? Cidades cinzas, com muito concreto, trânsito, chaminés de fábricas em todos os lugares. Felizmente, este conceito pós Revolução Industrial, que prevaleceu durante dois séculos ficou para trás e deu lugar a um novo jeito de pensar grandes cidades, o urbanismo sustentável.

Cidades que pensam primeiro nas pessoas, privilegiam a qualidade de vida e facilitam a vida de quem mora nela, seja no centro ou nos subúrbios, criando soluções para que as pessoas saiam às ruas e tomem a cidade para si todos os dias.

 

Urbanismo sustentável: 5 passos para começar

O urbanismo sustentável é o desafio para quem pensa soluções para grandes cidades no mundo todo. Existe até uma iniciativa da ONU, o Habitat III, que em 2017 foi realizado no Equador que tem como objetivo discutir o tema, apresentando boas ideias e compartilhando exemplos que podem ajudar as grandes metrópoles em todo o mundo.

 

1º. Pensar em uma cidade para as pessoas

Pensar em sustentabilidade é começar a partir de um princípio simples, que vai de encontro ao pensamento de muitas cidades brasileiras: as cidades precisam ser pensadas para as pessoas. Não para os carros, não para as empresas ou para o mercado.

Também é importante considerar que não são algumas pessoas, são todas elas. Portanto, pensar em um desenvolvimento por igual em todas as regiões é fundamental. Uma cidade que desenvolve apenas as regiões centrais, acaba por superpopular a região durante as semanas, concentrando o deslocamento de pessoas do subúrbio para o centro diariamente e superlotando suas vias centrais e o transporte público.

Uma cidade que se desenvolve por igual, cria oportunidades de trabalho em todas as regiões, diminuindo o deslocamento das pessoas e desenvolvendo seus bairros por igual. Assim, as pessoas se deslocam menos e ganham tempo e qualidade de vida.

 

2º. Privilegiar o transporte público e não motorizado

A eterna discussão entre modelos de transporte está ultrapassada. Uma cidade desenvolvida é a que oferece boas opções de transporte para que as pessoas deixem seus carros na garagem. Metrô, ônibus, trem, vlt e a integração de todos eles é fundamental para facilitar o deslocamento das pessoas e diminuir o trânsito. 

Outro item fundamental para a busca de uma cidade sustentável é o incentivo do uso do transporte não motorizado. A construção de ciclovias integrando os bairros e facilitando o deslocamento de pessoas que ganham mais um meio de transporte para se deslocarem.

 

3º Integração do residencial com o comercial

Zonas mistas com estabelecimentos comerciais e residências, aumentam o fluxo de pessoas, desenvolvem o comércio e tornam a cidade mais viva, durante os dias de trabalho e os finais de semana. O movimento constante das pessoas na rua também diminui os índices de violência, fazendo com que mais pessoas saiam de suas casas e tomem a cidade para si.

 

4º Sustentabilidade e o uso de recursos com inteligência

Pensar numa cidade moderna é pensar não só em áreas verdes, como também no melhor aproveitamento de seus recursos. Cidades importantes dão grandes exemplos de como aproveitá-los da melhor forma. Munique, na Alemanha, com seu projeto de energia eólica, deve chegar a 100% de energia da cidade sendo renovável até 2025.

Com leis rígidas de limpeza e triagem do lixo, São Francisco já recicla 80% do lixo da cidade e quer chegar a 100% até 2020. Em Melbourne, existe um incentivo público para a construção de prédios com soluções de aproveitamento de resíduos e economia de água.

 

5º Vamos tomar a cidade?

Tomar a cidade para si é um dos lemas de uma cidade moderna e sustentável. As pessoas precisam usar a cidade, por isso, proporcionar opções de deslocamento e transporte não motorizado, parques, praças e outros espaços verdes para diversão e prática de esportes e levar a arte para grandes espaços abertos são iniciativas que dão cor e mudam a cara de uma cidade. Ações como esta unem as pessoas e o pensamento em comunidade pode ser transformador. Afinal, a missão de pensar a cidade não é apenas de arquitetos, engenheiros e urbanistas, mas sim de todos que moram nela.